Compaixão: a importância da empatia:

A universalidade da compaixão

Podemos questionar se a compaixão é universal. Eu acredito que todos  os seres  humanos têm o mesmo potencial compassivo. Assim, a semente da compaixão está lá na base do ser humano. É da natureza humana ser compassivo.

A importância da empatia.

Toda compaixão  inicia-se pelo desenvolvimento da capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, ou seja, pelo desenvolvimento da empatia.

A partir desse ponto floresce a compreensão, cessando os julgamentos e críticas e, somente daí, poderá vir uma ação compassiva consciente e oportuna para ajudar  naquilo que de fato for necessário.
Nós nos tornamos humanos através da compaixão que nos leva a aprender alguma coisa com os erros, a contrapor-se à culpa, ao castigo, à autocondenação.

É ela que possibilita que cada um abrace a sua fragilidade.

A fragilidade está sempre presente: olhá-la de frente, acolhê-la, aceitá-la é o único caminho que nos leva a sermos mais humanos.

“Tornar-se humano” nada mais é que um gesto de aceitação de si (decisão de ser um ser finito)“Tornar-se humano” é um processo de reconciliação com aquilo que somos.
“Tornar-se humano” é simplesmente ficar do lado de nós mesmos, não importando os fracassos. Em que consiste essencialmente o exercício da “aceitação de si”?

A essência da aceitação de si é a compaixão.

Experimentar a compaixão é um modo de se conhecer que abraça toda a existência.

O centro do homem é o coração; o centro do coração é a misericórdia.

A compaixão permite ver o erro de outra maneira. Compreende, sem danificar.

Não o altera, não o desvirtua. Não o exala, mas também não permite que o erro seja a coisa mais importante.

A compaixão passa por cima do esquema mental centrado no juízo, na condenação e na culpa, porque intui que o essencial é aceitar-nos a nós mesmos, em vez de odiar-nos.

A compaixão produz um conhecimento que, não ignorando os próprios limites, abre o caminho à descoberta de tudo o que constitui a realidade que somos.

A compaixão é receptiva; descobre o que se esconde por trás da rejeição de nós mesmos: um ser que sonha ser a pessoa que não é.

A compaixão torna consciência da realidade que existe por trás do erro e ama essa realidade, ainda que venham a ruir muitas boas normas, opiniões e considerações.

A compaixão orienta-nos para a realidade profunda da nossa fragilidade; na compaixão alcançamos a nós mesmos; a compaixão nos leva de volta a casa.

A compaixão é à entrada do homem no mundo do humano. A compaixão é o perfume do humano que invade a humildade da vida, a sua fragilidade e a sua insolúvel vulnerabilidade.

A compaixão orienta-nos para a realidade profunda da nossa fragilidade; na compaixão alcançamos a nós mesmos; a compaixão nos leva de volta a casa.

A presença da compaixão é o sinal de que o ser humano descobriu sua fragilidade, a abraçou e se orientou a partir dela.

Através da compaixão ele torna operativo o seu processo de humanização.

Vera Melo

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Direitos autorais da image de capa: bacho12345 / 123RF Imagens

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