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Gangi, a cidade italiana que se doou para não cair em decadência

A cidade italiana de Gangi, construída no topo de uma pequena colina em um vale arborizado no centro da Sicília, a cerca de 80 quilômetros ao sudeste de Palermo, se parece com uma concha de tartaruga gigante. Menos de dois anos atrás, poucas pessoas fora da Itália haviam ouvido falar sobre ela. Agora, pessoas de toda a Europa e tão distantes como Austrália e Brasil estão competindo entre si por uma parte da cidade, cujas moradias estavam sendo vendidas por apenas um euro. Sim, isso mesmo: 4,14 reais.

Gangi, a cidade italiana que se doou para não cair em decadência

Considerada por muitos como uma das mais bonitas da Itália, esta cidade do século 12 tinha uma população de 16.000 na década de 1950. Hoje, restam apenas 7.000. As pessoas foram se afastando de Gangi por mais de cem anos, atraídos pelo “sonho americano”, graças a agentes de vendas brilhante que vendem perspectivas de uma vida melhor nos Estados Unidos.

Milhares de moradores abandonaram suas casas, localmente conhecidas como pagglialore, típicas desta cidade. As estruturas em forma de torre foram ocupadas por burros no piso térreo, junto com galinhas e cabras no andar do meio, enquanto a família do agricultor vivia no topo. Ao longo das décadas, muitas dessas casas foram abandonadas.

Em um esforço para revitalizar a cidade, sem uma despesa associada, em 2014, o prefeito decidiu vender essas casas por apenas um euro. Muitas foram distribuídas gratuitamente. Mas havia um problema, é claro. O comprador era obrigado a elaborar planos para renovação dentro de um ano da compra da casa, e implementá-los dentro de três anos.

O comprador também deveria arcar com as despesas para a transferência de propriedade, e pagar todas as taxas e licenças necessárias. Aí surgiram os problemas, quando uma mulher australiana esperançosa descobriu, que isto lhe custaria mais de 17 mil dólares, mesmo antes que ela começasse a reformar sua casa, devido a dispendiosa e terrível burocracia italiana.

Ainda assim, as casas foram vendidas muito rapidamente. Em junho de 2015, havia uma lista de espera longa, e a cidade selecionou os candidatos com base no que os potenciais compradores queriam fazer com a propriedade.

– “Nós não queremos as pessoas aqui só porque elas têm dinheiro”, disse o prefeito Sr. Ferrarello. – “Queremos saber o que eles vão fazer com as casas.”

O esquema parece estar funcionado bem. Há um grande interesse em Gangi agora e o turismo está crescendo.

– “Fizemos isso para os nossos filhos, porque amamos nossas terras”, disse o prefeito. – “E nós queremos que nossos filhos fiquem aqui e não que vão embora quando cresçam.”

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